domingo, 22 de abril de 2012


Etapa 1 – ED01 – 10-04 a 25-04-12

Mito – significado e representação no âmbito da Cultura Ocidental

O mito é uma narrativa de significação simbólica, geralmente ligada a cosmogonia, e referente a deuses encarnadores das forças da natureza e/ou de aspectos da condição humana – Dicionário Aurélio.
Significa e representa no âmbito da cultura ocidental como algo que antecede o saber filosófico. Muitos estudiosos afirmam que o mito é a primeira forma de explicação da realidade, seja ela natural ou social. Trata-se de uma narrativa, concebida pela língua grega como mythos. Na Grécia antiga o mito era narrado oralmente. Nasceu dessa oralidade através da cultura popular. 
Observa-se que a atitude mítica é uma atitude de crença. As narrativas descrevem a relação do homem com os deuses, pois se trata de uma cultura politeísta – de forma poética e metafórica, utilizando-se de recursos figurativos.
O mito expressa, através do seu poder criativo, como as coisas passaram a existir, a sua origem.  A sua finalidade é representar, por meio de uma linguagem simbólica, a realidade do mundo humano.  Desprovido de qualquer caráter lógico e racional, o mito nem sempre possui sentido, ficando às vezes sujeito às mais variadas interpretações.

Muitos mitos são transmitidos através das epopéias cuja poesia expressa o mundo poético do povo grego. O poeta mais importante desse período foi Homero – autor das famosas obras Ilíada e Odisséia, que relatam o tema da luta entre gregos e troianos e as façanhas de Ulisses – Material Didático.
Narrativa do Mito – Eco e Narciso
Zeus, deus do Olimpo, gostava de dar umas escapadelas. Mas, precisava distrair sua esposa Hera. Para isso, ele usou a ninfa Eco, que falava muito. Quando Hera descobriu que não poderia se vingar em Zeus, ela tirou o poder de Eco de pensar por si só. A partir de então, Eco somente repetia o que os outros diziam. Ela se escondeu num bosque onde conheceu Narciso, que tinha uma maldição de nascença – não poderia ver sua imagem refletida, pois desse modo morreria. Eco se apaixonou por Narciso e confessou-lhe seu amor, mas Narciso não se interessava por mulheres e a repeliu porque ela simplesmente repetia o que ele dizia. Assim, as ninfas amigas de Eco chamoram a Deusa da vingança Nêmesis, que confundiu Narciso e o fez se perder no bosque e ficar com tanta sede que precisou beber água no rio. Narciso quando viu sua própria imagem refletida nas águas, se apaixonou por sua beleza e ficou ali para sempre, até morrer de inanição.

2 comentários:

  1. No mito vemos a impossibilidade do diálogo entre o jovem Narciso e a ninfa Eco. Impedidos de se encontrar, não se comunicam, não se conhecem, não descobrem o amor que transcende o próprio ser abrindo-o para o outro, o diferente, o Todo. Narciso não vê nada além de si mesmo. Descobre sua imagem no lago e se basta. Fecha-se em si próprio. Eco, ao contrário de Narciso não se vê, projeta-se no outro, vendo sua imagem nele refletida e também se fecha. Ambos definham e morrem.Paradigmas de seres que se fecharam em si mesmos, o mito de Narciso e Eco nos alerta para a necessidade de nos abrirmos para o outro/outra, para o mundo, para a natureza, para o Universo, para o Todo através de uma espiritualidade criativa e interativa com a vida em sua totalidade. E procurar desenvolver a autonomia, a compaixão e a sabedoria para uma vida rica e abundante.

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  2. Originalmente, percebemos que a palavra grega mythos significava simplesmente palavra ou fala; mas o termo remetia também à noção de uma palavra proferida com autoridade. As histórias épicas de Homero, permeadas de intervenções sobrenaturais, ou a teogonia de Hesíodo eram mythos no sentido de serem anúncios revestidos de autoridade, dignos de crédito e reverência. Gradualmente, o termo foi assumindo outro sentido e já à época de Platão e Aristóteles o mythos era empregado para caracterizar histórias fictícias ou absurdas que se afastariam do logos - isto é, do discurso racional. Aristóteles, por exemplo, considerava a filosofia como um empreendimento intelectual completamente distinto das elaborações mitológicas. Na Metafísica, ao tratar do problema da incorruptibilidade, Aristóteles menciona Hesíodo e, logo em seguida, descarta peremptoriamente suas opiniões, pois, segundo ele, “não precisamos perder tempo investigando seriamente as sutilezas dos criadores de mitos.” – Wikipédia.

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